sábado, 30 de janeiro de 2010

A praia

Ódios & rancores esfarelam-se em plêiade.
Etéreos cristaizinhos de quartzo na ampulheta do mundo.
Bulidos, moídos e romoídos na areada enseada
de meu ser.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O virgem suicida




O céu estava três vezes mais

A Z U L

A Z U L

A Z U L

quando presenteei-me
aos
deuses.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sobre o novo

O novo é o ovo de novo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

doa dor

Sem dor,
não há
arte
a
adornar-te.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Numa mesma

Uma mesa de bar

na lua cheia,

aprecio a minha peia.

Entre copos e entre mentes, azuis blues, etílica vibe poêmica. Um caderninho a rodar, um ou outro copo a cair, humanos seres falando. Tagarelantes, bebuns torrantes das chatices alheias baby sua bundinha algo tão doce quanto esse rosado céu que nos (a)firma. O que Deus nos dá, o Capeta nos tira! As amigas se encontrando num copo de tequila, cú de burro disco voador e enquanto penso nelas, no banheiro, o Sol esquenta minha janela. E perto dessas meninas a vida corre. Comum Pinga de Salinas, da minha goela sai uma cantada: mina, tá a fim de uma linguada?!

Cai o raio:

clarão na noite escura,

um hai kai

num brinde aos amigos da noite pastada!

Ferormônios detonam anônimos...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Jambolada 2009: Sobra Arte na Praça!

Ontem não foi um domingo qualquer. Do pé de cachimbo fez-se áurea em grama deitada. Rolando tripas, fazendo corações, servimos-nos, nus, a um fluente léu.
Candente libertum som, num meio que já era ambiente. E dos bons.
Fadas e demônios de mãos dadas, de(le)itando-se uns aos colóquios dos outros. Nisso, Maria Alcina, a diva, mandava e desmandava chuva ao mar mineiro mais maneiro de que já se teve notícia.
Se mar de Minas é morro, o mal das minas pode ser a gratuidade de sorrisos em cantos. Pois bem. Amem!
Da árvore orfélica faz-se a sombra e os frutos do jambolão. Do jambolão, entre errantes “is” e chapantes “agás”, faz-se prosas em fanzines. E coisas amenas enfim.
Doce deleite em jambolada sonora, p(r)ensante penetrante. Fértil subsolo, lunática luz poêmica.
Tigrilantes sounds, o às o traz. Carnaval congado em plenovembro serpentina. Purpurina cerebral, no alto astral celebrai: vós!
Só, pó de cró.
Somos criaturas urbanas filhos do caos das cidades e crescemos juntos a todo tipo de poluição. Mas, a cada um, a cada dois sacramentos em desemboque, gerações se vão.
Esvaem-se na ciber-roça enquanto escrevemos, à máquina(?), cartas aos manipulados. Versus de arte e música.
Além da (in)sanidade, quero mergulhos em grutas de clitóris canibais e a nau de Seu Juvenal anunciando: em noise de sambado frito abre-se a caixa preta da guerrilha e, samba-se.
Aviso aos saltitantes: o circo está armado e pega fogo. Vale a pena verde novo, e me pergunto onde está o d.

Rodrigo Valim

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